OFICINA DE PROJETOS DO DIA 2 A 13 DE NovembRO
DE 2009



No início de novembro especialistas e estudantes alemães e brasileiros trabalham em uma oficina de projetos interdisciplinar com uma tarefa urbanística concreta local. Objeto da oficina de quatorze dias dentro do contexto da contribuição alemã é a cidade de Diadema, que apresenta tanto características e problemas típicos da periferia da metrópole de São Paulo, bem como aspectos específicos de Diadema e sua situação atual.

Trinta participantes de universidades brasileiras e alemãs aceitam o desafio da tarefa comum: da Alemanha foram convidados a Faculdade de Urbanismo do Instituto de Urbanismo e Planejamento de Bairros da Hafencity Universität Hamburg, bem como a Faculdade de Arquitetura e Paisagismo do Instituto de Desenvolvimento Espaço Livre da Leibniz Universität Hannover. Do lado brasileiro participam a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP-São Carlos, a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie São Paulo, bem como a Escola da Cidade São Paulo. A administração pública da Cidade de Diadema trabalha e participa ativamente.

Em Diadema existem diversas áreas urbanas que devem ser trabalhadas nos próximos anos pela administração pública, mas para as quais não existem projetos concretos até o momento. O objetivo da oficina de projetos é, em conjunto, com determinados conhecimentos anteriores específicos e modos de abordagem, desenvolver idéias novas e a partir disso criar sugestões para o planejamento. Os resultados serão apresentados diretamente no local dentro da exposição CIDADE PARA TODOS. No ano de 2010 os brasileiros viajarão para fazer a visita de contrapartida em Hamburgo para ali juntamente com participantes alemães cumprir uma tarefa análoga na área de apresentação da Exposição Internacional de Hamburgo (IBA). Paralelamente, a contribuição alemã poderá ser vista em Hamburgo.


A cidade de Diadema
Diadema é uma cidade relativamente "nova" dentro da região metropolitana de São Paulo, que obteve a sua autonomia nos anos 50 e que durante muito tempo se desenvolveu como típica "cidade dormitório" ao lado das cidades industriais vizinhas de Santo André, São Bernardo e São Caetano. O desenvolvimento urbano acelerado e desordenado levou ao surgimento de uma estrutura urbana desordenana na qual edificações habitacionais, comerciais, industriais e de outros fins. legais e ilegais de formatos e tamanhos diferentes encontram-se colados uns aos outros. Vales fluviais e encostas foram desrespeitosamente ocupados com construções, ao mesmo tempo a infra-estrutura urbana pública deficiente é capaz de atender apenas uma parte da população. Diadema é hoje a segunda cidade de maior densidade construída do Brasil e apresenta muito poucas áreas livres próximas para a recuperação e lazer dos seus aproximadamente 400.000 habitantes.

Com a construção da "Rodovia dos Imigrantes" como conexão importante entre a cidade portuária de Santos e a região metropolitana de São Paulo nos anos 70, a já frágil estrutura urbana de Diadema foi dividica em duas metades: bairros foram cortados, ruas e caminhos foram separados. As poucas superfícies verdes ainda existentes foram perdidas e parte da população foi expulsa. À beira da rodovia margeada por duas faixas verdes desenvolveram-se ocupações habitacionais informais e favelas. Desde o final dos anos 90 foram feitos grandes esforços no sentido de desenvolver uma "acupuntura urbana". Disso faz parte a urbanização das favelas, a construção de moradias sociais, a qualificação de áreas públicas, praças e terrenos baldios. Desde a privatização da rodovia nos anos 90 existem tentativas de melhorar a situação em conjunto com o operador da rodovia, no entanto, com pouco sucesso até o momento.

Os recursos próprios da cidade e os eventuais aditivos do Estado de São Paulo, bem como de Brasília são utilizados para a realização de alguns projetos individuais. Os recursos à disposição, no entanto, não são proporcionais ao tamanho dos problemas existentes.